08/Sep/2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou no dia 4 de setembro decreto para ampliar as oportunidades de comercialização dos produtores norte-americanos de carne, facilitar a venda de produtos entre os Estados e fortalecer a capacidade de abate e processamento no país. A medida tem como objetivos ampliar a concorrência no setor, reduzir custos para pecuaristas e consumidores e preservar os padrões de segurança alimentar. A ordem executiva determina que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revise as regras de identificação da origem da carne bovina e avalie possíveis alterações na regulamentação. O governo também pretende priorizar investigações sobre eventuais violações da Packers and Stockyards Act, legislação que estabelece regras para as relações comerciais entre produtores e empresas do setor.
A iniciativa prevê ainda a ampliação dos recursos destinados à fiscalização e o reforço da proteção contra práticas consideradas injustas ou monopolistas. Outra frente prevista é a modernização das inspeções sanitárias, com concentração da fiscalização nos aspectos essenciais de segurança dos alimentos, aumento da eficiência e do uso de tecnologia e eliminação de exigências consideradas desnecessárias. O governo norte-americano também pretende facilitar a atuação de pequenos frigoríficos. Para isso, o USDA deverá criar um serviço centralizado para orientar produtores sobre licenças e opções de inspeção, além de oferecer treinamento e recursos adicionais. A iniciativa busca permitir que produtos de empresas habilitadas sejam comercializados em outros Estados com menor número de obstáculos regulatórios.
A ordem executiva prevê ainda a criação de um programa de crédito para auxiliar pequenos e regionais processadores a manter suas operações, ampliar instalações e diversificar os tipos de proteínas de origem animal processadas. Segundo o governo norte-americano, a concentração do setor aumentou significativamente nas últimas décadas. Os quatro maiores frigoríficos, que há mais de 40 anos respondiam por 36% das compras de bois e novilhas nos Estados Unidos, atualmente representam 85% desse mercado. O aumento da concorrência e a manutenção da capacidade de processamento são necessários diante da forte demanda por carne bovina nos Estados Unidos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.