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08/Sep/2026

Boi: projeção para produção da Argentina em 2027

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção de carne bovina da Argentina deve atingir 3,14 milhões de toneladas em 2027, alta de cerca de 3% ante a estimativa de 3,05 milhões de toneladas para 2026. O crescimento deve ser sustentado por um abate mais pesado e pelo aumento do peso médio das carcaças, mesmo com a oferta de animais permanecendo relativamente ajustada no país. O abate de bovinos na Argentina está projetado em 12,8 milhões de cabeças em 2027, ante 12,7 milhões de cabeças previstas para 2026. O rebanho deve alcançar 52,6 milhões de cabeças ao fim de 2027, ante 51,9 milhões de cabeças no ciclo anterior. A menor safra de bezerros registrada em 2025, combinada à retenção de fêmeas e a ciclos de terminação mais longos, tende a limitar a expansão da oferta de animais para abate. Por outro lado, a relação de troca favorável entre milho e boi gordo estimula o confinamento na Argentina.

Em junho de 2026, eram necessários 58 quilos de boi terminado para adquirir 1 tonelada de milho, ante média de 102 quilos entre 2016 e 2025, indicando melhora significativa da margem relativa da atividade de terminação. As exportações argentinas de carne bovina devem somar 800 mil toneladas em 2027, mantendo estabilidade ante o volume projetado para 2026. A China deve permanecer como principal destino, com importações de 521 mil toneladas de carne bovina argentina em 2027. Para os Estados Unidos, a cota tradicional prevista é de 20 mil toneladas, após a concessão extraordinária de 80 mil toneladas em 2026. Os embarques destinados à União Europeia devem alcançar cerca de 65 mil toneladas. Os preços de exportação da carne bovina argentina permanecem em níveis historicamente elevados. Em junho de 2026, o preço da carne resfriada sem osso estava em US$ 13.330,00 por tonelada, enquanto o produto congelado sem osso era cotado a US$ 6.731,00 por tonelada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.