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08/Sep/2026

Frango: UE aprova controle de antimicrobianos do Brasil

Segundo o ministro da Agricultura, André de Paula, a União Europeia aprovou os controles sanitários adotados pelo Brasil sobre o uso de antimicrobianos nas cadeias avícola e de mel. A auditoria da União Europeia na produção brasileira de frangos e mel, encerrada no dia 4 de setembro, começou em 24 de agosto. O objetivo foi verificar os controles do País sobre o uso de antimicrobianos na produção destinada ao bloco. A inspeção ocorreu após o Brasil ter sido retirado da lista de fornecedores de carnes e produtos de origem animal para a União Europeia, medida que entrou em vigor no dia 3 de setembro. A União Europeia busca garantias de que as carnes exportadas ao bloco estejam livres de determinados antimicrobianos e em conformidade com o regulamento europeu. Em resposta às exigências, o Brasil adotou, desde 1º de julho, novos procedimentos de controle do uso de antimicrobianos nas cadeias de proteínas e de produtos de origem animal, para atender à legislação europeia.

O bloco europeu informou que faria a validação desses procedimentos in loco, por meio de inspeções no País. Segundo o ministro, com a conclusão da auditoria, o Brasil agora aguarda o trâmite burocrático no bloco. “Mas, muito rapidamente, vamos ver o Brasil de volta à lista dos fornecedores de aves e de mel para a União Europeia”, disse De Paula. A auditoria passou por Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul e incluiu visitas a cooperativas, fábricas de ração, incubatórios, granjas, unidades de engorda de aves, frigoríficos e estabelecimentos produtores de mel. A Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro-MS) também foram visitadas pelos inspetores. Após a auditoria, a União Europeia deve entregar o relatório ao governo brasileiro até meados de setembro, para comentários do País.

Ao fim do mês, o bloco tende a apresentar a versão final, com a avaliação de conformidade (ou não) dos procedimentos brasileiros com o regulamento europeu de antimicrobianos. A análise ainda será submetida ao Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff), comitê executivo responsável pela atualização da lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para a União Europeia. O próximo encontro do colegiado está previsto para 17 e 18 de novembro. O governo brasileiro busca reverter a exclusão e evitar interrupções no fluxo comercial. O tema, discutido com autoridades sanitárias europeias desde novembro de 2023, é acompanhado pela indústria de carnes, que teme entraves ao mercado europeu, associado a melhores remunerações. O Brasil exporta cerca de US$ 1,8 bilhão por ano em proteínas à União Europeia. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.