08/Sep/2026
O ministro da Agricultura, André de Paula, criticou a decisão da União Europeia de manter o Brasil fora da lista de países autorizados a fornecer carnes e produtos de origem animal ao bloco. Entrou em vigor no dia 3 de setembro a relação de países habilitados a exportar ao mercado europeu e que atendem às exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária, da qual o Brasil foi retirado. O ministro avaliou que não há critério que justifique a exclusão do Brasil, considerando a relevância do País como fornecedor do mercado europeu e sua presença em mais de 170 mercados internacionais. O governo brasileiro trabalha para que a habilitação seja restabelecida rapidamente.
A questão está sendo conduzida de forma interministerial pelo governo, com o Ministério da Agricultura responsável pela atuação no âmbito técnico. A etapa final da auditoria realizada pela União Europeia na cadeia avícola brasileira será concluída em 04/09/2026, e o governo deverá manter a contestação à decisão europeia durante o processo. O Ministério da Agricultura mantém expectativa de que a exclusão possa ser revertida em curto prazo. A avaliação do governo considera também o contexto das negociações entre União Europeia e Mercosul, processo que levou 25 anos até alcançar um acordo.
A decisão europeia de retirar o Brasil da lista ocorreu sem sinalização prévia durante as tratativas, aumentando a insatisfação do governo brasileiro. Em relação à possibilidade de adoção de medidas de reciprocidade contra a União Europeia, o governo brasileiro não descarta nenhuma alternativa. A orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contudo, é priorizar o entendimento e a negociação. O governo considera a mesa de negociação como o principal caminho para solucionar o impasse, sem excluir a possibilidade de outras medidas caso não haja avanço nas tratativas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.