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04/Sep/2026

Boi: preços estáveis com ritmo lento de negociações

O mercado físico do boi gordo iniciou setembro com negociações em ritmo lento e preços predominantemente estáveis. A oferta de bovinos terminados permanece controlada, enquanto os frigoríficos demonstram menor necessidade de compras no mercado spot, em parte devido a contratos previamente firmados com confinadores. Em São Paulo, as escalas de abate atendem, em média, a nove dias úteis.

Com a programação relativamente confortável, os frigoríficos tentam pressionar as cotações, mas encontram resistência dos pecuaristas, que mantêm firmes suas expectativas e evitam fechar negócios diante de ofertas consideradas baixas. O boi gordo está cotado a R$ 345,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 322,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 332,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 345,00 por arroba a prazo, sem ágio. Há registro de lotes pontuais negociados a R$ 350,00 por arroba a prazo. Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado entre R$ 337,00 e R$ 340,00 por arroba. Em Tocantins, as cotações permanecem estáveis, com o boi gordo cotado entre R$ 335,00 e R$ 338,00 por arroba.

Em São Paulo, no atacado, os preços seguem sustentados. Em agosto, a carcaça casada bovina registrou preço médio de R$ 24,06 por Kg, alta real de 1,9% em relação a julho e de 9,8% ante agosto de 2025. A carcaça permaneceu acima do equivalente à arroba do boi gordo, com diferença média de R$ 14,98 por arroba em favor da carne. Neste início de setembro, observa-se leve recuo de 0,04% nos preços, com a carcaça casada do boi passando para R$ 23,99 por Kg e a da vaca, para R$ 22,92 por Kg.