03/Sep/2026
O preço médio real do suíno vivo em agosto na região produtora de São Paulo (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) é o menor da série histórica do Cepea, iniciada em março de 2002 (valores deflacionados pelo IGP-DI de julho/2026). Vale lembrar que se observa um movimento de queda nos preços desde o começo deste ano e, mais recentemente, as desvalorizações são intensificadas pela enfraquecida demanda pela carne suína na ponta final do mercado, o que reduz as compras de lotes por parte da indústria. O preço do suíno vivo posto na indústria agosto na região produtora de São Paulo teve média de R$ 4,97 por Kg em agosto, queda de 4% em relação a julho (R$ 5,18 por Kg). Com isso, os valores do suíno vivo acumulam oito quedas mensais seguidas, ou seja, em todos os meses de 2026.
Vale lembrar que a segunda menor média é a de julho de 2006, de R$ 5,06 por Kg. A primeira quinzena de agosto foi marcada pela reação na demanda pela carne suína em agosto na região produtora de São Paulo, movimento que já é esperado pelo setor, dado o maior poder de compra da população em início de mês. Porém, na segunda metade de agosto, a procura pela proteína diminuiu, reduzindo as compras de suíno vivo, o que resultou em baixas nas cotações mensais. Outro fator determinante para o recuo no último mês foi, novamente, a elevada oferta de carne no mercado interno. Agosto foi o segundo mês de maior produção de carne em 2026 (atrás apenas de julho), o que resultou em oferta interna na casa das 400 milhões de toneladas. Assim, a demanda interna foi insuficiente para absorver toda essa quantidade. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.