02/Sep/2026
O mercado físico do boi gordo inicia setembro em ritmo lento, diante da menor presença de parte das indústrias nas compras e de uma oferta de bovinos acima do usual para o início do mês. O cenário mantém pressão sobre as cotações, embora a expectativa de melhora das vendas de carne bovina nos próximos dias, com o recebimento dos salários na primeira semana de setembro, possa oferecer suporte aos preços. Em várias localidades, compradores e vendedores permanecem fora das negociações, com predomínio de estabilidade nas cotações.
Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 342,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 322,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 332,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 344,00 por arroba a prazo. As escalas de abate atendem, em média, a nove dias úteis. No Acre, o boi gordo está cotado a R$ 310,00 por arroba a prazo; no Espírito Santo, a R$ 340,00 por arroba a prazo; na Bahia, a R$ 330,00 por arroba a prazo; no Pará, a R$ 350,00 por arroba a prazo; no Rio de Janeiro, a R$ 347,00 por arroba a prazo; e em Roraima, a R$ 340,00 por arroba a prazo.
Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada do boi está cotada a R$ 23,88 por Kg e a carcaça casada da vaca, a R$ 22,92 por Kg. O movimento indica maior procura por cortes de menor preço. As vendas no varejo ficaram fracas na última semana de agosto, com poucos pedidos para reposição de estoques. Para os próximos dias, a expectativa é de recuperação das vendas no varejo nesta primeira semana de setembro, favorecida pelo recebimento dos salários. Esse movimento pode proporcionar suporte pontual às cotações do boi gordo, embora o ritmo ainda lento das compras das indústrias e a oferta de bovinos acima do usual mantenham o mercado físico sob pressão.