28/Aug/2026
O mercado físico do boi gordo apresenta negociações mais travadas, com frigoríficos cautelosos nas compras e pecuaristas resistentes à redução dos preços, em um cenário de oferta mais restrita em algumas regiões. A demanda por carne bovina no atacado permanece morna, dificultando os negócios principalmente para frigoríficos de pequeno e médio porte. A menor disponibilidade de bovinos para abate e uma possível recuperação das exportações no quarto trimestre podem contribuir para sustentar o mercado do boi gordo. A expectativa é de normalização da demanda externa a partir de outubro, com retomada dos negócios destinados à cota chinesa de 2027.
Em São Paulo, o escoamento da carne bovina é lento, com os frigoríficos realizando compras apenas para atender às necessidades imediatas de abate. Nesse cenário, as escalas de abate atendem, em média, sete dias úteis. O boi gordo está cotado a R$ 342,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 322,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 332,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 344,00 por arroba a prazo. Em Mato Grosso, o boi gordo está cotado entre R$ 325,00 e R$ R$ 327,00 por arroba a prazo. A oferta de gado aumentou no Estado em razão da seca, enquanto a venda de carne permanece fraca. Na Bahia, o boi gordo é negociado a R$ 323,67 por arroba; em Goiás, a R$ 337,23 por arroba; e em Rondônia, a R$ 325,72 por arroba. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada de boi, está cotada a R$ 24,01 por Kg e a carcaça casada de vaca, a R$ 22,86 por Kg.