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28/Aug/2026

Boi: exportação de carne deve perder ritmo no 3º tri

Segundo o Rabobank, as exportações brasileiras de carne bovina tendem a perder ritmo no terceiro trimestre de 2026, após o desempenho recorde registrado no primeiro semestre. A desaceleração deve refletir principalmente a perspectiva de redução das compras da China. Em julho, os embarques somaram cerca de 258 mil toneladas, queda de 17% em relação a junho e na comparação com igual mês do ano anterior. O resultado foi determinado pela redução de 48% no volume destinado ao mercado chinês. Com as exportações acumuladas para a China próximas de 857 mil toneladas no ano, aumenta a expectativa de esgotamento da cota disponível nos próximos meses, o que tende a limitar a demanda no segundo semestre. A China é o principal destino da carne bovina brasileira e respondeu por cerca de 48% do volume exportado em 2025, equivalente a 1,65 milhão de toneladas e US$ 8,8 bilhões. Em 2026, a forte movimentação dos embarques no início do ano antecipou o pico das cotações do boi gordo para abril.

A partir de setembro, a suspensão temporária das vendas para a União Europeia deve retirar aproximadamente 10 mil toneladas mensais do fluxo exportador brasileiro. Em contrapartida, os Estados Unidos permanecem como segundo principal destino da carne bovina brasileira, com cerca de 234 mil toneladas acumuladas no ano, alta de 17% na comparação anual. No mercado doméstico, a menor demanda externa contribuiu para a correção das cotações do boi gordo em julho. A média ficou próxima de R$ 335,5 por arroba, segundo menor nível do ano. Apesar da pressão decorrente da menor demanda externa, a oferta ajustada deve continuar sustentando os preços até o fim de 2026. O risco de recuos mais intensos é limitado pela oferta restrita de bovinos para abate, resultado da menor entrada em confinamento, da oferta reduzida na reposição e da retenção de fêmeas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.