26/Aug/2026
O mercado físico do boi gordo é pressionado pela combinação entre vendas mais fracas de carne bovina no mercado doméstico e perda de ritmo das exportações brasileiras, em um momento de proximidade do fim da cota anual de carne bovina destinada à China. No mercado doméstico, a demanda mais fraca por carne bovina aumenta a cautela dos frigoríficos e limita o espaço para altas, mesmo com a oferta de gado ainda considerada baixa em boa parte das regiões produtoras.
Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 345,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 335,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 322,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 348,00 por arroba a prazo. As escalas de abate atendem, em média, a seis dias úteis. Na Bahia, o boi gordo está cotado entre R$ 325,00 e R$ 327,00 por arroba; em Goiás, a R$ 332,00 por arroba; em Minas Gerais, a R$ 345 por arroba; em Mato Grosso, a R$ 330,00 por arroba; no Pará, a R$ 335,00 por arroba; em Tocantins, a R$ 335,00 por arroba; no Paraná, a R$ 362,00 por arroba; e no Rio Grande do Sul, a R$ 12,85 por Kg. Em São Paulo, no atacado, a carne bovina apresenta sinais de enfraquecimento. As vendas no varejo estão fracas na semana anterior, reduzindo os pedidos de reposição dos atacadistas e provocando acúmulo de mercadoria nas câmaras frias.
Nesse cenário, a carcaça casada do boi capão está cotada a R$ 23,15 por Kg e a carcaça do boi inteiro, a R$ 22,70 por Kg. Entre as fêmeas, a carcaça da vaca é negociada a R$ 22,15 por Kg e a da novilha, a R$ 22,45 por Kg A combinação de vendas domésticas lentas, estoques mais elevados no atacado e menor ritmo das exportações reforça a pressão sobre os preços do boi gordo. A proximidade do limite da cota anual de carne bovina destinada à China adiciona incerteza ao fluxo externo, enquanto a oferta restrita de animais terminados ainda atua como fator de sustentação parcial das cotações no mercado físico.