26/Aug/2026
O Brasil encontrou rotas alternativas para manter o fluxo de carne de frango destinado ao Oriente Médio após o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em fevereiro, e o fechamento do Estreito de Ormuz, que interrompeu uma das principais vias do transporte marítimo global. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques foram redirecionados para portos que permaneceram acessíveis, principalmente em Omã, na região do Mar Vermelho e na Jordânia, de onde as cargas passaram a seguir por transporte rodoviário até os mercados consumidores. A reorganização da logística exigiu a mobilização de toda a cadeia de valor envolvida no abastecimento da região. O redirecionamento permitiu preservar o fornecimento brasileiro ao mercado árabe, destino consolidado das exportações nacionais de carne de frango há muitos anos e cuja relação comercial vem apresentando crescimento.
O mercado árabe representa cerca de 25% das exportações brasileiras de carne de frango. A capacidade de adaptação do setor também foi favorecida pela diversificação da carteira de destinos do Brasil, que realiza embarques para mais de 150 países. Essa estrutura contribuiu para que a interrupção da rota tradicional pelo Estreito de Ormuz não comprometesse o abastecimento dos consumidores do Oriente Médio. De janeiro a julho, as exportações brasileiras de carne de frango para o Oriente Médio registraram queda de apenas 5% em relação ao mesmo período do ano passado, apesar da interrupção da principal rota marítima. O resultado indica que as alternativas logísticas adotadas conseguiram manter o fluxo de fornecimento para a região e limitar os impactos sobre o comércio brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.