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21/Aug/2026

Boi: preços estáveis com a oferta mais controlada

O mercado físico do boi gordo apresenta acomodação em São Paulo, com maior pressão dos frigoríficos sobre as cotações, enquanto a oferta de bovinos permanece controlada e limita quedas mais acentuadas. O movimento ocorre em um cenário de preços firmes no atacado de carne bovina, sustentados pelo ritmo das exportações. A carcaça casada bovina acumula alta de 1,22% em agosto em São Paulo, apesar da perda de força do boi gordo. O consumo doméstico, pressionado pelo poder de compra das famílias, pela sensibilidade aos preços e pela concorrência de proteínas de menor valor, limita o espaço para novas altas no atacado. No mercado externo, a carne bovina brasileira mantém desempenho favorável. Em São Paulo, o boi gordo segue cotado a R$ 347,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 325,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 337,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 350,00 por arroba a prazo.

Apesar da resistência dos vendedores em negociar abaixo das referências, os frigoríficos preservam as escalas de abate e mantêm a pressão sobre os preços. A menor oferta de fêmeas contribui para sustentar as cotações dessas categorias. O tamanho dos lotes também influencia as negociações, com lotes maiores alcançando preços superiores, enquanto operações menores e pontuais ocorrem em referências mais baixas. As escalas de abate em São Paulo estão, em média, em 8 dias. No Pará, o boi gordo está cotado entre R$ 340,00 e R$ 350,00 por arroba aprazo. As escalas no Estado variam de 5 a 8 dias. No Rio de Janeiro, o boi gordo permanece em R$ 350,00 por arroba. São registrados negócios abaixo da referência vigente, mas ainda sem volume suficiente para caracterizar uma tendência. Em Mato Grosso, o aumento da oferta alongou as escalas para até 14 dias, com negócios entre R$ 325,00 e R$ 330,00 por arroba. Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado entre R$ 325,00 e R$ 335,00 por arroba.

Em São Paulo, no atacado, os preços da carne bovina estão firmes. A carcaça casada bovina é negociada, em média, a R$ 24,07 por Kg, com alta de 1,22% em agosto. O bom ritmo das exportações sustenta a demanda pela proteína bovina, mas o mercado doméstico limita novos reajustes. Na parcial de agosto, a carcaça especial suína registra média de R$ 7,44 por Kg, enquanto o frango resfriado está em R$ 6,86 por Kg. Dessa forma, o valor de 1 Kg de carcaça casada bovina equivale a cerca de 3,51 Kg de frango ou 3,23 Kg de carne suína. A relação de preços entre as proteínas reduz o espaço para novos repasses ao varejo e ajuda a explicar a resistência do mercado físico do boi gordo a novas altas no curto prazo. Assim, mesmo com a carne bovina sustentada no atacado e as exportações em bom ritmo, a combinação de menor necessidade de compras dos frigoríficos, consumo doméstico mais limitado e oferta ainda controlada mantém a arroba em cenário de acomodação.