21/Aug/2026
A Inpasa e a Universidade Federal de Goiás (UFG) identificaram rápida adaptação de bovinos ao uso de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) de sorgo em estudo de confinamento experimental. Os resultados preliminares indicam que os animais receberam dietas com o coproduto representando até 50% da matéria seca, sem registro de problemas de adaptação. O estudo envolve 200 bovinos Nelore, distribuídos em 25 baias no confinamento experimental da UFG, e avalia a substituição gradual do milho pelo DDGS de sorgo na alimentação de animais em terminação intensiva. O coproduto é comercializado pela Inpasa. Os bovinos atingiram bom ritmo de consumo em menos de uma semana, mesmo com a maior participação do DDGS de sorgo na dieta.
Os resultados preliminares apontam segurança digestiva e rápida aceitação do produto, sem ocorrência de quedas bruscas de apetite associadas à acidez no estômago, problema que pode ocorrer em dietas de alta intensidade. Os dados de consumo observados até o momento indicam desempenho semelhante ao do DDGS de milho. O experimento testa níveis de substituição do milho entre 0% e 50% da matéria seca da dieta. As formulações incluem ainda 8,5% de bagaço de cana-de-açúcar como fonte de fibra. Os pesquisadores acompanham indicadores como ganho de peso diário, conversão alimentar, consumo de ração e aproveitamento dos nutrientes. Apesar dos resultados iniciais positivos, os dados de desempenho e de carcaça ainda não foram divulgados.
Após o encerramento do ciclo de confinamento e o abate dos animais, a equipe da UFG deverá processar informações sobre rendimento de carcaça, espessura de gordura e digestibilidade. Os resultados permitirão uma avaliação mais completa da eficiência nutricional do DDGS de sorgo. A pesquisa busca ampliar o conhecimento sobre a utilização do coproduto em uma região com elevada disponibilidade de sorgo e forte concentração da pecuária intensiva. Goiás é o maior produtor brasileiro do cereal, que apresenta maior rusticidade e tolerância ao estresse hídrico. A transformação do grão em etanol e coprodutos amplia a integração entre a produção agrícola do Estado e a demanda por alimentação animal na Região Centro-Oeste. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.