21/Aug/2026
Os custos da pecuária leiteira permaneceram praticamente estáveis pelo segundo mês consecutivo. Entre junho e julho, o Custo Operacional Efetivo (COE) registrou queda de 0,31% na “Média Brasil” (Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Minas Gerais apresentou a retração mais expressiva do COE no período, de 1,1%. Os preços das principais matérias-primas utilizadas na produção de ração aumentaram em julho. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, o milho registrou valorização de 1,82%, enquanto o farelo de soja comercializado subiu 3,2%. Apesar dessas altas, o grupo de concentrados apresentou leve queda de 0,17% na “Média Brasil”. Paraná e Rio Grande do Sul registraram aumentos nos custos dos concentrados em julho, de 5,33% e 0,55%, respectivamente.
Entre os Estados que apresentaram queda, o destaque foi Minas Gerais, com retração de 1,84%. As quedas observadas nos preços das matérias-primas em maio e junho podem ter contribuído para a formação de estoques de ração produzidos a custos mais baixos, que ainda podem estar sendo comercializados. A valorização das principais matérias-primas em julho, contudo, pode elevar os custos de produção da indústria e contribuir para uma recuperação dos preços dos concentrados ao longo de agosto. No grupo de suplementos minerais e proteicos, a demanda permaneceu aquecida em julho, elevando os preços desses insumos na Bahia, em Goiás, no Paraná e em São Paulo. Em Minas Gerais, houve forte redução de 5,29%. Na Média Brasil, os preços do grupo recuaram 1,78% entre junho e julho.
No grupo de operações mecanizadas, a Média Brasil registrou queda de 1,67% no período, configurando a terceira retração consecutiva. Em relação ao poder de compra, em julho de 2026 o produtor precisou de 23,19 litros de leite para adquirir uma saca de 60 quilos de milho, quantidade 5,92% inferior aos 24,65 litros por saca necessários em junho. A melhora no poder de compra esteve associada à queda de 2,93% no preço da saca de milho, para R$ 63,68, e à alta de 3,18% no preço médio pago pelo leite. Apesar da melhora mensal, o poder de compra do produtor de leite permanece abaixo da média dos últimos 12 meses, de 28,3 litros por saca de milho. O cenário indica melhora relativa na relação de troca entre leite e milho, mas ainda em patamar inferior ao observado na média recente. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.