17/Aug/2026
O mercado físico do boi gordo apresenta negociações mais cautelosas, com os frigoríficos reduzindo o ritmo de compras diante de escalas de abate mais confortáveis. Em São Paulo, a oferta de boiadas e a demanda das indústrias permanecem equilibradas, enquanto os vendedores seguem controlando a oferta. O escoamento da carne bovina no mercado interno continua lento, limitando o espaço para novas altas. As escalas atendem, em média, oito dias. O boi gordo permanece cotado a R$ 350,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 325,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 337,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 352,00 por arroba a prazo.
No Paraná, o boi gordo está cotado a R$ 360,00 por arroba. No Pará, as cotações estão estáveis após as altas registradas anteriormente, enquanto a oferta de bovinos segue enxuta e dificulta a formação das escalas de abate. O boi gordo está cotado entre R$ 342,00 e R$ 350,00 por arroba a prazo. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada do boi permanece cotada a R$ 24,17 por Kg. A carcaça casada da vaca é negociada a R$ 23,01 por Kg. A estabilidade dos preços no atacado e o ritmo lento do escoamento da carne no mercado doméstico reforçam a cautela dos frigoríficos na aquisição de gado. Ao mesmo tempo, o controle da oferta pelos pecuaristas e a sustentação observada nos contratos futuros limitam o espaço para quedas mais acentuadas da arroba no curto prazo.