14/Aug/2026
Segundo a Minerva Foods, o preço do boi gordo no Brasil pode recuar nos próximos dois a três meses, diante da maior oferta de bovinos provenientes de confinamento e de uma possível redução no ritmo de abates de frigoríficos com menor acesso a mercados externos. Para o restante do ano, contudo, a expectativa é de estabilidade na média dos preços, conforme sinalizado pelo mercado futuro, com possibilidade de pressão altista no último trimestre. A maior disponibilidade de bovinos confinados deve resultar de condições mais favoráveis para a atividade neste ano. Os preços mais baixos dos grãos registrados no primeiro semestre, combinados com valores atrativos para a reposição, estimularam o confinamento e devem ampliar a oferta de bovinos nos próximos meses em relação ao ano anterior.
Esse aumento da oferta pode ocorrer simultaneamente à redução do ritmo de abates de alguns frigoríficos, principalmente empresas com menor acesso a mercados alternativos à China. A menor demanda desses frigoríficos, associada à maior disponibilidade de animais, tende a contribuir para o arrefecimento dos preços do boi gordo no curto prazo. A dinâmica das exportações para a China também pode influenciar o comportamento do mercado nos próximos meses. A limitação das vendas de carne bovina de origem brasileira ao país asiático, em função do esgotamento da cota de 1,106 milhão de toneladas estabelecida pela China para 2026, pode reduzir a demanda por animais destinados ao abate em empresas mais dependentes desse mercado. A perspectiva tende a mudar à medida que o ano avança.
A retomada da produção destinada ao atendimento das cotas da China e dos Estados Unidos pode voltar a gerar pressão altista sobre o mercado no fim do ano, à medida que os frigoríficos se preparem para atender novamente os limites de importação desses dois mercados. Apesar dos movimentos previstos para os próximos meses, a expectativa da Minerva Foods não é de uma queda expressiva e persistente dos preços nem de uma forte valorização. As indicações do mercado futuro apontam, na média, para estabilidade das cotações do boi gordo até o fim de 2026, com possibilidade de recuperação no último trimestre. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.