14/Aug/2026
A Minerva Foods não projeta redução dos volumes de carne bovina destinados à China em 2026, mesmo com o esgotamento da cota brasileira de exportação ao mercado chinês. A companhia pretende compensar a limitação das vendas de carne bovina de origem brasileira com produto proveniente de outras operações sul-americanas, principalmente Argentina, Uruguai e Colômbia. A cota brasileira estabelecida pela China para 2026 é de 1,106 milhão de toneladas, enquanto o Brasil exportou cerca de 1,7 milhão de toneladas ao país em 2025. O limite ainda não foi formalmente atingido na contabilização chinesa, que considera a entrada da carne no país, mas os frigoríficos brasileiros já tratam a cota como esgotada devido ao tempo de trânsito dos embarques.
A Minerva pretende manter em 2026 volumes destinados à China praticamente equivalentes aos registrados no ano passado, utilizando sua estrutura operacional em diferentes países da América do Sul para substituir a origem brasileira. A estratégia consiste em redirecionar fluxos de produtos entre países de origem e mercados de destino, permitindo que a companhia preserve o atendimento à demanda chinesa mesmo diante da restrição aplicada ao Brasil. A diversificação geográfica da Minerva permite utilizar carne bovina produzida na Argentina, no Uruguai e na Colômbia para compensar a menor disponibilidade de produto brasileiro destinado à China. A estrutura regional da companhia reduz a dependência de uma única origem e amplia a capacidade de adaptação aos limites comerciais estabelecidos pelos mercados compradores.
A estratégia de abastecimento também contribuiu para o aumento dos estoques da companhia no primeiro semestre. No segundo trimestre, a Minerva atingiu o maior nível de estoques de sua história, em movimento concentrado principalmente no atendimento dos mercados da China e dos Estados Unidos. A companhia normalmente reforça os estoques no primeiro semestre para acompanhar a dinâmica das cotas e das vendas nos mercados internacionais. A Minerva poderá substituir por carne da Argentina, do Uruguai e do Paraguai os volumes que deixarem de ser exportados pelo Brasil à União Europeia a partir de 3 de setembro, quando entra em vigor a exclusão do País da lista de países autorizados a exportar ao bloco em razão de exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos.
A diversificação geográfica da companhia permitirá compensar a menor disponibilidade de carne brasileira no mercado europeu. "Isso deve, para o caso da Minerva, ser substituído pelas produções e exportações da Argentina, do Uruguai e do Paraguai. A menor disponibilidade de carne brasileira também deve provocar alta dos preços da proteína importada na União Europeia. Isso deve se traduzir em preços mais altos dentro da Europa para a carne importada. Enquanto a Minerva poderá recorrer às operações dos países vizinhos para manter o atendimento à Europa, a carne brasileira que deixar de ser enviada ao bloco deverá ser direcionada a outros mercados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.