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13/Aug/2026

Suíno: exportação brasileira de carne recua em julho

Os embarques brasileiros de carne suína recuaram entre junho e julho. A queda foi influenciada sobretudo pela redução nas compras de países asiáticos, especialmente das Filipinas, o maior destino da proteína brasileira no mercado internacional. As retrações nos embarques no começo do segundo semestre são relativamente comuns. Nos últimos dez anos, variações negativas em julho ocorreram cinco vezes, incluindo no ano passado. Naquela ocasião, conforme apurado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a maior parte dos países asiáticos, o que inclui importantes parceiros como a China, as Filipinas e o Japão, diminuiu o ritmo de compras da proteína brasileira. Em julho de 2026, as exportações a todos os destinos somaram 129,9 mil toneladas, 0,9% abaixo do volume registrado em junho, mas ainda 3,7% acima dos embarques de julho de 2025. Filipinas, China e Hong Kong adquiriram, respectivamente, 20,4 mil toneladas, 9,1 mil toneladas e 6,3 mil toneladas em julho, com baixas de 13%, 20% e 22% frente a junho.

O volume exportado para as Filipinas é o menor desde janeiro de 2025, quando foi de 19,5 mil toneladas. O ritmo acelerado de compras durante todo o primeiro semestre de 2026 levou esse país a formar estoques maiores, causando um ajuste na demanda no último mês. Por outro lado, os envios para o mercado sul-americano apresentaram alta no mês. O Chile, terceiro maior destino da proteína brasileira no ano, adquiriu 13,9 mil toneladas, acréscimo de 19% em relação a junho, enquanto a Argentina e o Uruguai aumentaram as compras em 12% e 33%, chegando a 6,5 e a 6,2 mil toneladas, na mesma ordem. Em relação à Argentina, inclusive, trata-se do maior volume destinado ao país em toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997. Além disso, o relatório Food Price Index, da FAO, apontou menor demanda global pela carne suína no último mês, devido à maior oferta mundial da proteína, especialmente nos países da União Europeia, o que também impactou as cotações internacionais do produto, afetando diretamente o mercado brasileiro.

Levantamento a partir de dados do UN Comtrade, das Nações Unidas, conclui que a carne suína brasileira tem sido comercializada no mercado internacional a cotações decrescentes entre dezembro/25 e junho/26, saindo de US$ 2,61 por Kg para US$ 2,50 por Kg (valores deflacionados pelo CPI americano de junho/26), redução de 4,2% no período. Ou seja, até o presente momento deste ano, a competitividade da carne suína brasileira aumentou no cenário internacional. Vale lembrar que a proteína brasileira era a mais competitiva do mundo em 2025. Porém, um efeito negativo dessa maior competitividade é a queda na receita obtida com os embarques, que totalizou R$ 296,1 milhões em julho, diminuições de 4,8% em relação ao mês anterior e de 5,7% frente ao mesmo mês do ano passado. Além das menores cotações no mercado internacional, a desvalorização do dólar no período recente impacta diretamente a receita dos exportadores: entre dezembro/25 e julho/26, a moeda americana se desvalorizou 6,4%, indo de R$ 5,46 para R$ 5,11. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.