12/Aug/2026
Os preços do boi gordo permanecem relativamente sustentados pela expectativa de melhora da demanda na primeira quinzena de agosto. Na maior parte das regiões pecuárias, o mercado registra cotações estáveis ou ajustes positivos. Observa-se estabilidade de preços em Minas Gerais, Tocantins, Rio Grande do Sul, Pará e Goiás. Em São Paulo, a vaca gorda registra alta de R$ 3,00 por arroba, para R$ 325,00 por arroba a prazo. O boi gordo permanece em R$ 350,00 por arroba a prazo; a novilha, a R$ 337,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 352,00 por arroba a prazo.
No curto prazo, a redução das compras de carne bovina pela China pode exercer pressão sobre os preços do boi gordo, mas sem alterar a trajetória estruturalmente altista do mercado. Deve haver retomada firme das cotações após setembro, com a normalização das compras chinesas. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram, contudo, desaceleração das exportações brasileiras de carne bovina no início de agosto.
O mercado físico permanece, portanto, apoiado pela combinação entre oferta restrita, expectativa de demanda interna mais firme e recuperação da atividade no atacado. No mercado externo, a redução temporária das compras chinesas representa um fator de pressão, mas os preços futuros e a perspectiva de retomada das importações pela China mantêm o viés de sustentação para o boi gordo no médio prazo. Em São Paulo, no atacado, a demanda apresenta sinais de sustentação.
As vendas no varejo foram consideradas boas na última semana, impulsionadas pelo recebimento dos salários e pelas comemorações do Dia dos Pais. Os pedidos de reposição de estoques contribuem para movimentar o atacado e sustentar as cotações. A carcaça casada do boi capão está cotada a R$ 24,00 por Kg e a carcaça do boi inteiro, a R$ 23,45 por Kg. A expectativa é de continuidade da sustentação do mercado, principalmente em razão da reposição de estoques por estabelecimentos que não anteciparam seus pedidos e que devem intensificar as compras agora.