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12/Aug/2026

Frango: Angola quer ampliar parcerias com o Brasil

O governo de Angola recebeu uma comitiva de empresários brasileiros e demonstrou interesse em ampliar o intercâmbio entre empresas locais e companhias brasileiras do setor de proteína animal, com foco em carne de frango e ovos. As oportunidades de investimento no país, contudo, ainda enfrentam desafios regulatórios e de financiamento. A iniciativa, conduzida pelo Lide, envolveu reuniões na Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola e no Ministério do Turismo do país. Há interesse de empresas brasileiras de grande porte do agronegócio em estabelecer parcerias na região, inclusive companhias com décadas de atuação no mercado doméstico que avaliam a expansão para a África.

A África é apontada como uma nova fronteira para a internacionalização do agronegócio brasileiro, com possibilidade de empresas produzirem em Angola tanto para contribuir com a segurança alimentar regional quanto para exportar a terceiros mercados. A estratégia também pode contribuir para diversificar as origens das exportações brasileiras de commodities agrícolas, diante da necessidade de ampliar mercados e reduzir a dependência de determinados destinos. A proximidade com outros países amplia o potencial de mercado de Angola. Considerando a população dos países da região, o mercado acessível a partir do país chega a cerca de 500 milhões de habitantes. A avaliação é de que os investimentos possam atender não apenas ao consumo doméstico, mas também à demanda dos mercados vizinhos.

O governo angolano demonstra interesse não apenas na importação de produtos brasileiros para reforçar a segurança alimentar, mas também na instalação de empresas brasileiras em território angolano. A estratégia amplia o potencial de integração entre as cadeias produtivas dos dois países e pode favorecer a transferência de tecnologia e conhecimento para a produção de proteínas animais. Angola já apresenta avanços em infraestrutura e há disposição política para viabilizar novas parcerias, mas permanecem entraves para a expansão dos investimentos. Entre eles está o regime de concessão pública das terras, que permanecem sob propriedade do governo. O financiamento de projetos também é apontado como um dos principais desafios para a expansão dos negócios brasileiros na África.

A estruturação de operações poderá exigir engenharia financeira, participação de grandes bancos internacionais e mecanismos de garantia baseados nos recebíveis de projetos de mineração e do agronegócio. Nesse contexto, também é considerada a possibilidade de participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na estruturação de garantias que contribuam para viabilizar projetos de empresas brasileiras em Angola e em outros mercados africanos. A busca por novos mercados ganha importância adicional diante da ampliação de barreiras tarifárias sobre produtos brasileiros em determinados destinos internacionais. A internacionalização da produção e a diversificação geográfica das operações podem ampliar as alternativas comerciais do agronegócio brasileiro e reduzir a exposição a medidas protecionistas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.