12/Aug/2026
A Noruega suspenderá, a partir de 3 de setembro, a entrada de produtos de origem animal provenientes do Brasil, incluindo carnes, em razão de exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. Segundo ofício-circular do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as novas regras norueguesas determinam que medicamentos antimicrobianos não sejam utilizados na produção de alimentos de origem animal e condicionam as importações à inclusão do país exportador em uma lista de autorizados pela União Europeia para determinados produtos.
Diante das novas exigências, remessas originárias do Brasil não poderão mais ser importadas até que o País seja incluído na relação de aprovados. A medida foi comunicada ao governo brasileiro pelo posto diplomático do Brasil em Oslo, com base em informações da Autoridade de Segurança Alimentar da Noruega (Mattilsynet). As regras entram em vigor em 3 de setembro de 2026 e se aplicam à importação, pela Noruega, de produtos de origem animal provenientes de países terceiros à União Europeia e ao Espaço Econômico Europeu (EEE). A exigência está relacionada ao Regulamento (UE) 2026/1189, cujo Anexo XV(a) estabelece a relação de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco.
Há, contudo, uma regra de transição para cargas já certificadas. Serão aceitos carregamentos acompanhados de certificados emitidos até 2 de setembro. Mesmo que a mercadoria chegue ao controle de fronteira norueguês após essa data, a carga poderá ser aceita desde que os documentos sanitários tenham sido emitidos dentro do prazo. No primeiro semestre de 2026, o Brasil obteve receita cambial de US$ 119,6 milhões com carnes e produtos do complexo de proteína animal destinados à Noruega, correspondentes a 143,7 mil toneladas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.