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11/Aug/2026

Boi: preços sustentados e comercialização lenta

O mercado físico do boi gordo registra negociações mais lentas, em um ambiente de firmeza entre compradores e vendedores. A oferta de bovinos terminados permanece controlada e dá sustentação às cotações, mas os frigoríficos demonstram cautela e vêm conseguindo compor suas escalas de abate sem necessidade de elevações significativas nas ofertas. Para os próximos dias, a tendência é de um mercado mais frouxo, principalmente diante da possibilidade de enfraquecimento da demanda dos frigoríficos exportadores com o provável preenchimento da cota de importação de carne bovina da China, de 1,1 milhão de toneladas.

O mercado aguarda o anúncio de que a cota foi preenchida, cenário que tende a reduzir o espaço para novos embarques ao mercado chinês e, consequentemente, a pressão de compra das indústrias exportadoras. No mercado doméstico, o efeito do pagamento de salários, que tradicionalmente proporciona algum impulso ao consumo de carne bovina no início do mês, começa a perder força. Esse movimento também pode levar os frigoríficos mais direcionados ao mercado interno a reduzir a pressão de compra no mercado físico. Assim, embora a oferta restrita de animais continue funcionando como fator de sustentação, a combinação entre menor demanda externa e interna pode limitar o espaço para novas altas e abrir margem para acomodação da arroba.

O desempenho das vendas de carne no fim de semana, especialmente em razão do Dia dos Pais, tende a ser relevante para a formação das estratégias de compra dos frigoríficos. Caso as vendas não correspondam às expectativas, a menor demanda pode limitar a sustentação das cotações e reduzir o espaço para novas altas. Em São Paulo, o boi gordo permanece cotado a R$ 350,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 322,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 337,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 352,00 por arroba a prazo. As escalas de abate atendem, em média, a oito dias úteis. A previsão é de preços firmes, mas o comportamento das vendas de carne é um fator determinante para a evolução do mercado. Uma resposta abaixo das expectativas no consumo pode limitar a sustentação das cotações.

No Pará, o boi gordo está cotado entre R$ 338,00 e R$ 342,00 por arroba a prazo. Na Bahia, a cotação é de R$ 314,02 por arroba; em Goiás, a R$ 326,53 por arroba; em Mato Grosso, entre R$ 325,00 e R$ 330,00 por arroba. No Rio Grande do Sul, o mercado permanece mais travado diante da baixa disponibilidade de bovinos prontos para abate. O boi gordo é negociado, em média, a R$ 25,55 por Kg, com escalas entre cinco e sete dias. Em São Paulo, no atacado, a carne bovina mantém trajetória de valorização, com a demanda relacionada ao Dia dos Pais. A carcaça casada de boi está cotada a R$ 24,10 por Kg e a carcaça casada da vaca, a R$ 22,99 por Kg.