10/Aug/2026
O mercado físico do boi gordo apresenta estabilidade nas principais regiões pecuárias, após as altas registradas na semana passada. Frigoríficos e pecuaristas adotam postura mais cautelosa, em um cenário de oferta controlada. As indústrias seguem conseguindo completar as escalas de abate, que permanecem, em média, ao redor de uma semana, sem necessidade de elevação significativa das ofertas de compra. O cenário ocorre em meio ao enfraquecimento das exportações brasileiras de carne bovina em julho. Em São Paulo, os preços permanecem estáveis. O boi gordo é negociado a R$ 350,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 322,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 337,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 352,00 por arroba a prazo.
No Estado, há registro de negócios pontuais com o boi gordo a R$ 355,00 por arroba a prazo. Apesar da oferta controlada, não há indicação de falta de bovinos. Frigoríficos com maior necessidade de compra conseguem preencher as escalas, enquanto unidades com programações mais confortáveis mantêm ofertas abaixo das referências, mas encontram dificuldade para concretizar negócios. Em Santa Catarina, o boi gordo está cotado a R$ 355,00 por arroba a prazo; em Alagoas, a R$ 345,00 por arroba a prazo; no Rio de Janeiro, a R$ 342,00 por arroba a prazo. Em Goiás, há reajustes positivos de R$ 5,00 a R$ 10,00 por arroba, atribuídos à resistência dos pecuaristas.
Em São Paulo, no atacado, os preços permaneceram firmes, acompanhando a sustentação das cotações do boi gordo. A carcaça casada do boi está cotada a R$ 24,06 por Kg, alta de 1,18% no acumulado de agosto. A carcaça casada da fêmea é negociada a R$ 22,98 por Kg, valorização de 1,77% no acumulado do mês. A demanda por carne bovina permanece moderada, mas os frigoríficos conseguem sustentar os preços no atacado, acompanhando a firmeza das negociações no mercado físico do boi gordo. O cenário combina oferta controlada e capacidade de manutenção das escalas de abate com menor ritmo das exportações, fatores que limitam tanto o espaço para novas altas quanto a pressão imediata por redução das cotações.