07/Aug/2026
O mercado físico do boi gordo permanece firme, sustentado pela oferta restrita de bovinos terminados e pela dificuldade dos frigoríficos em ampliar as escalas de abate. A menor disponibilidade de bovinos prontos para processamento mantém os pecuaristas mais cautelosos nas negociações, enquanto as indústrias realizam reajustes pontuais para assegurar a compra de matéria-prima. Em São Paulo, o boi gordo registra alta de R$ 2,00 por arroba, a R$ 350,00 por arroba a prazo. O “boi China” está cotado agora a R$ 352,00 por arroba a prazo. A vaca gorda permanece cotada a R$ 322,00 por arroba a prazo e a novilha gorda, a R$ 337,00 por arroba a prazo.
O mercado segue sustentado pela necessidade de aquisição pelos frigoríficos e pelas escalas de abate reduzidas, entre cinco e nove dias. Nesse cenário, os pecuaristas restringem a oferta de lotes, mantendo postura mais cautelosa nas negociações. Em Tocantins, o boi gordo está cotado entre R$ 330,00 e R$ 332,00 por arroba a prazo. No Pará, a oferta permanece limitada e os frigoríficos enfrentam dificuldades para compor escalas de abate, enquanto os pecuaristas mantêm menor interesse em vendas, favorecidos pela disponibilidade de pastagens. O boi gordo está cotado entre R$ 337,00 e R$ 342,00 por arroba a prazo.
Em Goiás, o boi gordo é negociado entre R$ 320,00 e R$ 325,00 por arroba e em Mato Grosso do Sul, entre R$ 330,00 e R$ 340,00 por arroba. Em São Paulo, no atacado, os preços apresentam recuperação, apesar da demanda doméstica ainda enfraquecida. A carcaça casada de boi está cotada a R$ 24,04 por Kg e a carcaça casada de vaca, a R$ 22,88 por Kg. A reação no atacado ocorre após um mês de julho marcado pela queda das cotações médias dos principais cortes bovinos, influenciada pelo menor poder de compra dos consumidores. A restrição na oferta de bovinos terminados, entretanto, vem reduzindo a pressão negativa sobre os preços da carne bovina no mercado atacadista.