06/Aug/2026
O mercado físico do boi gordo mantém viés de alta, sustentado pela oferta restrita de bovinos terminados e pela dificuldade de parte dos frigoríficos em completar as escalas de abate. As negociações ocorrem em ritmo moderado, mas a atuação dos compradores em diversas regiões favorece novos reajustes, especialmente para as categorias de fêmeas. O ambiente de negócios permanece cauteloso, com pecuaristas resistindo a negociações abaixo das referências vigentes e indústrias mantendo postura seletiva nas compras, embora a necessidade de recomposição das escalas tenha proporcionado melhora da liquidez em algumas regiões.
Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 348,00 por arroba a prazo e o “boi China”, a R$ 350,00 por arroba a prazo. As categorias de vaca e novilha registram valorização de R$ 2,00 por arroba, passando para R$ 322,00 e R$ 337,00 por arroba a prazo, respectivamente. A oferta de bovinos segue controlada, enquanto as indústrias realizam aquisições de forma seletiva, dentro das referências de mercado e em volumes fracionados. As escalas de abate atendem, em média, a seis dias de operação. Nas demais regiões pecuárias, o movimento altista predomina. Na Bahia, o boi gordo está cotado entre R$ 317,00 e R$ 320,00 por arroba a prazo. No Maranhão, a cotação do boi gordo é de R$ 333,00 por arroba a prazo. Em Mato Grosso, Minas Gerais e no Paraná, os preços são impulsionados pela baixa disponibilidade de bovinos terminados e por escalas de abate variando entre três e sete dias. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada de boi está cotada a R$ 23,97 por Kg e a carcaça casada de vaca, a R$ 22,78 por Kg.