06/Aug/2026
Ao longo dos sete primeiros meses de 2026, os mercados de boi gordo e da carne bovina foram marcados por relativa firmeza. A combinação entre exportações de carne bovina aquecidas, oferta relativamente ajustada de bovinos terminados e reposição valorizada sustentou os valores ao longo do período, mesmo diante de um consumo doméstico moderado. O preço médio do boi gordo em São Paulo teve média à vista de R$ 335,50 por arroba em julho, aumento de 1,8% frente à de janeiro deste ano, de R$ 329,52 por arroba, em termos reais (IGP-DI de junho/26). Quanto à carcaça casada bovina, a média foi de R$ 23,62 por Kg em julho, aumento de 0,4% em relação ao primeiro mês de 2026, de R$ 23,52 por Kg, em termos reais (IGP-DI de junho/26). O câmbio em patamar favorável reforçou a competitividade da carne bovina brasileira no mercado internacional, enquanto a demanda externa ajudou a compensar a fragilidade do consumo doméstico, ainda limitado pelo poder de compra das famílias.
Apesar desse cenário, o mercado de boi gordo apresentou momentos distintos ao longo do período, alternando fases de maior pressão da oferta com períodos de recuperação das cotações. No primeiro trimestre, o setor ainda refletiu os efeitos do elevado abate de fêmeas observado nos anos anteriores, fator que reduziu a disponibilidade de animais para reposição e contribuiu para a valorização dessa categoria. No segundo trimestre, a entrada de bovinos de pasto ampliou a oferta em algumas regiões. Ainda assim, as escalas de abate dos frigoríficos permaneceram relativamente ajustadas, limitando movimentos mais acentuados de queda nas cotações do boi gordo. O preço médio do boi gordo em São Paulo fechou a R$ 346,55 por arroba no dia 31 de julho, avanço de 3,02% na comparação com 30 de junho.
Nos últimos sete dias, especificamente, o aumento no preço do boi gordo é de 0,72%. A necessidade de aquisição por parte dos frigoríficos e as escalas de abate relativamente curtas (entre cinco e nove dias) contribuem para a firmeza dos preços do boi gordo. Nesse contexto, os pecuaristas mantêm postura cautelosa nas negociações, limitando a oferta de lotes e fortalecendo o seu poder de negociação. Em São Paulo, no atacado, julho foi marcado por queda nos preços médios de todos os cortes com osso, em comparação com junho. O preço do traseiro recuou 3,31%, o do dianteiro, 4,75%, o da ponta de agulha, 4,11%, e a carcaça casada bovina, 3,91%, negociados, em média, a R$ 26,40 por Kg, R$ 21,38 por Kg, R$ 20,16 por Kg e R$ 23,62 por Kg, respectivamente, no último mês. O movimento refletiu a demanda doméstica enfraquecida ao longo de julho, decorrente do menor poder de compra dos consumidores. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.