06/Aug/2026
A rápida contenção do foco de Influenza Aviária registrado em uma granja comercial brasileira em 2025 reforçou a credibilidade do sistema de defesa sanitária nacional, mas também evidenciou a necessidade de ampliar o reconhecimento internacional dos mecanismos de regionalização e municipalização sanitária. O avanço desse reconhecimento permitirá reduzir os impactos econômicos de eventuais ocorrências futuras sobre as exportações brasileiras de proteína animal. A regionalização sanitária consiste na limitação das restrições comerciais às áreas efetivamente afetadas por um foco da doença, preservando os embarques oriundos de regiões livres da enfermidade.
De forma complementar, a municipalização restringe eventuais suspensões a um território ainda mais delimitado, reduzindo significativamente os impactos sobre a cadeia exportadora nacional. Apesar dos avanços obtidos pelo sistema brasileiro de defesa agropecuária, esses mecanismos ainda não são plenamente reconhecidos por todos os países importadores. Dessa forma, episódios sanitários localizados continuam, em muitos casos, resultando em embargos que abrangem todo o território brasileiro, ampliando os prejuízos para produtores, indústrias e exportadores. O fortalecimento das negociações sanitárias deve ocorrer de forma permanente, independentemente da ocorrência de crises, com o objetivo de ampliar a aceitação internacional dos protocolos brasileiros de regionalização e municipalização e reduzir a abrangência geográfica de futuras restrições comerciais.
Nesse contexto, seguem as negociações conduzidas entre a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Ministério da Agricultura para que os parceiros comerciais adotem critérios mais específicos na aplicação de eventuais suspensões às exportações, limitando as restrições apenas às áreas efetivamente afetadas por ocorrências sanitárias. A cadeia brasileira de proteína animal também considera que a manutenção de elevados padrões de biossegurança, a eficiência dos sistemas de vigilância epidemiológica e a capacidade de rastreamento da produção permanecem como diferenciais estratégicos para preservar a confiança dos mercados internacionais e assegurar a rápida reabertura dos mercados em caso de novos episódios sanitários. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.