06/Aug/2026
A internacionalização das empresas brasileiras de proteína animal deve se intensificar nos próximos anos, combinando diferentes modelos de negócios para ampliar a presença nos mercados consumidores. A avaliação do setor é de que a expansão internacional poderá ocorrer por meio das exportações a partir do Brasil, da implantação de unidades produtivas no exterior e da formação de parcerias estratégicas com empresas locais, de acordo com as características de cada mercado. A indústria considera que não existe um modelo único de internacionalização. As estratégias variam conforme as oportunidades comerciais, podendo envolver plataformas produtivas instaladas no Brasil para abastecer diversos países, joint ventures ou unidades industriais no exterior, com o objetivo de fortalecer a competitividade e ampliar o acesso aos consumidores.
O setor também avalia que a globalização tem aproximado os hábitos de consumo em diferentes regiões, favorecendo maior padronização de produtos, ganhos de escala e maior eficiência operacional. Nesse ambiente, a competitividade depende não apenas dos custos de produção, mas também da qualidade, da capacidade de inovação e do atendimento às preferências dos consumidores. Representantes da indústria destacam ainda que a proximidade com os mercados consumidores será determinante para ampliar a participação brasileira em produtos processados e de maior valor agregado. Atualmente, grande parte das exportações brasileiras de proteína animal ainda é composta por produtos in natura, o que reforça a necessidade de desenvolver produtos adaptados às preferências de cada mercado.
Nesse contexto, empresas do setor têm ampliado estudos sobre hábitos de consumo em mercados estratégicos, como a China, buscando adequar seus portfólios às demandas locais e fortalecer sua presença internacional. A estratégia também contempla investimentos em unidades produtivas no exterior quando essas operações complementam a plataforma exportadora brasileira, fortalecem as marcas e ampliam a competitividade. O Oriente Médio é citado como exemplo desse modelo, no qual empresas brasileiras passaram a combinar exportações com produção local para ampliar o portfólio e agregar valor às operações. A presença em mais de 140 países reforça a tendência de expansão internacional da indústria brasileira de proteína animal, sustentada por investimentos direcionados ao atendimento das demandas dos consumidores e ao fortalecimento da competitividade global. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.