05/Aug/2026
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a cadeia brasileira da carne bovina poderá levar cerca de dois anos para se adequar às novas exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos caso não seja estabelecido um período de transição. A entidade considera que uma fase de adaptação é essencial para preservar a continuidade das exportações brasileiras ao bloco europeu enquanto as novas regras são implementadas. O setor apoia as negociações conduzidas pelo governo brasileiro para ampliar o prazo de adaptação e evitar interrupções no fluxo comercial.
A entidade tem fornecido informações técnicas ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para subsidiar as tratativas com as autoridades europeias. O principal ponto de divergência está na forma de implementação das exigências. A avaliação da Abiec é que, em acordos sanitários internacionais, o procedimento normalmente consiste na definição das regras seguida de um período destinado à adaptação dos sistemas produtivos. No caso europeu, entretanto, a exigência é de que todo o ciclo pecuário esteja previamente adequado antes da retomada das exportações, condição considerada inadequada pelo setor.
A estimativa de aproximadamente dois anos para a adequação da cadeia produtiva, na ausência de uma fase de transição, já havia sido apresentada anteriormente por representantes da cadeia da carne bovina e reforça a complexidade dos ajustes necessários para atender integralmente às exigências europeias. Apesar do impasse, a expectativa é de que as negociações avancem e resultem em uma solução que permita preservar o acesso ao mercado europeu. A entidade destaca que continuará apoiando as iniciativas do governo federal para que o comércio com a União Europeia seja normalizado no menor prazo possível. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.