05/Aug/2026
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) avalia que ainda há tempo para evitar restrições às exportações brasileiras de carne de frango para a União Europeia antes da entrada em vigor das novas exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos, prevista para setembro. Segundo a entidade, o setor já adota há décadas os procedimentos requeridos pelo bloco europeu e aguarda apenas o reconhecimento formal por parte das autoridades comunitárias. Os protocolos de segregação e controle já fazem parte da rotina da cadeia produtiva brasileira há mais de 20 anos. O ponto pendente refere-se à implementação de uma camada adicional de fiscalização oficial acordada entre os governos, processo que está em andamento.
As novas exigências da União Europeia preveem inspeções oficiais mais frequentes e a realização de amostragens aleatórias em granjas e fábricas de ração para verificar o cumprimento das regras relacionadas ao uso de antimicrobianos proibidos pelo bloco. A ABPA considera possível que uma solução seja alcançada antes da entrada em vigor das medidas, embora reconheça que poderá ser necessária a convocação de uma reunião extraordinária do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da União Europeia para formalizar a decisão. Apesar das incertezas, a indústria mantém seu planejamento de produção. As exportações brasileiras de carne de frango para a União Europeia cresceram 19% no primeiro semestre de 2026, e as empresas seguem abastecendo normalmente seus clientes, embora tenham adotado medidas preventivas para assegurar a disponibilidade de produtos.
Caso o mercado europeu permaneça temporariamente fechado, o setor possui alternativas para redirecionar a produção. Entre elas estão o atendimento ao mercado interno, a ampliação dos embarques para outros países importadores e o armazenamento dos produtos até a retomada das exportações. Uma eventual interrupção das compras também criaria dificuldades para os importadores europeus, uma vez que a substituição do volume atualmente fornecido pelo Brasil exigiria tempo para expansão da produção local ou para a identificação de novos fornecedores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.