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05/Aug/2026

Carnes: riscos logísticos e comerciais desafiam setor

Os principais desafios da cadeia brasileira de proteína animal estão relacionados atualmente à logística, competitividade e ambiente de negócios, e não mais concentrados em questões sanitárias. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) avalia que a manutenção da liderança brasileira nas exportações depende de investimentos estruturais, financiamento e políticas públicas de longo prazo. O setor defende avanços em infraestrutura para reduzir custos e ampliar o acesso aos mercados internacionais, especialmente na Ásia. Entre as prioridades estão investimentos em portos, ferrovias e na Rota Bioceânica, com o objetivo de melhorar o escoamento de grãos destinados aos polos de produção de proteínas e ampliar as alternativas de acesso aos mercados consumidores.

A implementação da reforma tributária não pode resultar em aumento da carga sobre as cadeias de proteína animal. A competitividade do setor depende de um ambiente tributário adequado e de medidas que reduzam custos de produção. Outro ponto destacado é a necessidade de linhas de financiamento específicas para modernização de granjas e unidades industriais, além da criação de fundos garantidores compatíveis com os ciclos de investimento da atividade. O setor também aponta a importância do fortalecimento da inspeção sanitária, com ampliação do quadro de auditores fiscais, certificação digital das exportações e adoção de processos baseados em ciência e análise de risco. Essas medidas precisam ser estruturadas como políticas de Estado, com decisões estratégicas para a produção de alimentos fundamentadas em critérios técnicos e planejamento de longo prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.