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05/Aug/2026

Carnes: Brasil defende critérios científicos junto à UE

O Brasil defenderá critérios científicos, equivalência entre sistemas sanitários e requisitos técnicos comprováveis nas discussões sobre as novas regras da União Europeia para o uso de antimicrobianos na produção animal. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) avalia que o uso responsável dessas substâncias deve ser mantido, mas que exigências regulatórias não podem se transformar em barreiras comerciais. A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco após o País não apresentar, dentro do prazo estabelecido, a documentação exigida para comprovar mecanismos de controle e rastreabilidade relacionados ao uso de antimicrobianos. A medida entra em vigor em 3 de setembro. A entidade também defende que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia resulte em acesso efetivo ao mercado europeu para as proteínas brasileiras.

Para o setor, as cotas negociadas precisam ser economicamente viáveis, previsíveis e não acompanhadas por restrições indiretas que reduzam a competitividade dos produtos brasileiros. O Brasil também busca ampliar a participação no mercado chinês de carne bovina. A avaliação é de que a cota atual destinada ao País está abaixo da capacidade histórica de fornecimento e deve ser revista por meio de negociações diplomáticas. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) defendeu uma atuação estratégica e coordenada entre governo e setor produtivo para enfrentar as novas restrições impostas pela União Europeia às exportações brasileiras de carne. A União Europeia decidiu retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco, com entrada em vigor da medida prevista para 3 de setembro.

A justificativa apresentada foi a ausência de comprovação do atendimento a exigências relacionadas ao controle e à rastreabilidade do uso de determinadas substâncias na produção animal. A decisão não foi associada a irregularidades na qualidade da carne brasileira, mas representantes do agronegócio avaliaram a medida como uma possível barreira comercial, especialmente por ter sido anunciada após a conclusão das negociações do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. A senadora destacou que o acordo comercial levou mais de duas décadas para ser negociado e avaliou que o ambiente internacional apresenta desafios crescentes para a inserção dos produtos agropecuários brasileiros. As principais dificuldades atualmente estão relacionadas mais a restrições comerciais do que a questões sanitárias. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.