03/Aug/2026
O mercado físico do boi gordo permanece sustentado pela oferta restrita de bovinos terminados, mantendo negociações firmes na maior parte das principais regiões pecuárias do Brasil. Embora o consumo doméstico de carne bovina continue limitado e pressionaram os preços no mercado atacadista ao longo de julho, agentes do setor avaliam que a entrada de agosto poderá favorecer uma recuperação da demanda, impulsionada pelo pagamento de salários e pelo retorno das aulas. Caso esse movimento se confirme, a necessidade de recomposição dos estoques e de alongamento das escalas de abate poderá elevar a demanda da indústria frigorífica por animais terminados, sustentando a arroba ou permitindo novos reajustes positivos.
Em São Paulo, há estabilidade nos preços do boi gordo, a R$ 348,00 por arroba a prazo. A novilha gorda está cotada a R$ 332,00 por arroba a prazo e o “boi China, a R$ 350,00 por arroba a prazo. Já a vaca gorda tem alta de R$ 3,00 por arroba a prazo, a R$ 320,00 por arroba. As escalas de abate atendem, em média, seis dias de programação, indicando compras pontuais por parte dos frigoríficos. Também se observa baixa movimentação nas negociações. Nas demais regiões produtoras, predomina o cenário de preços sustentados. Em Mato Grosso, o boi gordo está cotado entre R$ 322,00 e R$ 325,00 por arroba. Em Santa Catarina, o mercado permanece estável, sustentado pela baixa oferta de boiadas terminadas, com o boi gordo está cotado a R$ 350,00 por arroba, com escalas de abate ao redor de quatro dias.
Em São Paulo, no atacado, a demanda doméstica limitada manteve leve pressão sobre os preços ao longo de julho. Entre as médias de junho e julho, todos os principais cortes registraram queda. O dianteiro apresentou retração de 4,72%, a ponta de agulha recuou 4,09% e a carcaça casada bovina acumulou queda de 3,95%, para média de R$ 23,61 por Kg. Na comparação diária, entretanto, há leve recuperação dos preços no atacado. A carcaça casada do boi registra alta de 0,08%, alcançando R$ 23,59 por Kg, enquanto a carcaça casada da vaca tem avanço de 0,40%, para R$ 22,36 por Kg. O movimento pode indicar início de recomposição dos estoques, condicionado à esperada melhora do consumo doméstico ao longo de agosto.