31/Jul/2026
O preço do boi gordo registra valorização no mercado físico, sustentada pela baixa disponibilidade de bovinos terminados para abate. A oferta restrita continua dificultando a formação das escalas pelas indústrias frigoríficas, favorecendo reajustes positivos na maior parte das regiões acompanhadas pelas consultorias. Observa-se maior volume de negociações e valorização das cotações de machos e fêmeas na maior parte das regiões, reflexo da oferta reduzida de bovinos prontos para abate.
Em São Paulo, principal referência nacional, o boi gordo está cotado a R$ 348,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 317,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 332,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 350,00 por arroba a prazo. As escalas de abate atendem, em média, a seis dias úteis. Desde o fim da semana anterior, a referência para o boi gordo em São Paulo acumula valorização de R$ 4,00 por arroba. Há registro de negócios pontuais a até R$ 355,00 por arroba.
Em Tocantins, a oferta reduzida impulsiona as cotações, com o boi gordo cotado a R$ 322,00 por arroba. Na Bahia, as cotações permanecem estáveis, com o boi gordo negociado entre R$ 313,00 e R$ 318,00 por arroba. No Acre, a maior demanda da indústria frigorífica elevou a cotação do boi gordo para R$ 302,00 por arroba. Em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, os preços também estão em alta. Em Rondônia, onde a oferta permanece bastante restrita, os preços registram alta de até R$ 10,00 por arroba.
No Rio Grande do Sul, as cotações permanecem estáveis, com as negociações limitadas pelo excesso de chuvas. Em São Paulo, no atacado, os preços da carne bovina apresentam comportamento misto. A carcaça casada de boi está cotada a R$ 23,57 por quilo, com alta diária de 0,13%, embora ainda acumule recuo de 1,96% em julho. A carcaça casada de fêmea tem avanço 0,23% no dia, para R$ 22,27 por Kg, passando a registrar alta acumulada de 0,23% no mês.