27/Jul/2026
Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a pecuária de corte de Mato Grosso alcançou novo recorde de eficiência no primeiro semestre de 2026, com 45% dos bovinos abatidos no Estado apresentando até 24 meses de idade. O dado representa o maior percentual da série histórica iniciada em 2006. O avanço reflete a adoção de tecnologias pelos pecuaristas, com investimentos em genética, nutrição, manejo de pastagens e sistemas de produção mais eficientes, reduzindo o período necessário para que os animais atinjam o peso adequado para o abate e elevando a produtividade da atividade. Em duas décadas, a estrutura etária dos bovinos destinados ao abate apresentou mudança significativa. Em 2006, apenas 2% dos bovinos abatidos tinham menos de 24 meses.
No mesmo intervalo, a participação de bovinos com mais de 36 meses caiu de 65% para 22%, indicando redução consistente do ciclo produtivo da pecuária de Mato Grosso. A redução da idade de abate é considerada um dos principais indicadores da modernização da atividade no Estado, ao demonstrar a evolução dos sistemas produtivos, com maior utilização de melhoramento genético, manejo adequado e estratégias nutricionais para acelerar o desenvolvimento dos bovinos. Além de aumentar a velocidade de retorno do capital investido nas propriedades, a produção de bovinos mais jovens amplia a oferta de animais terminados e fortalece a competitividade da carne bovina de Mato Grosso nos mercados interno e externo. O ganho de eficiência ocorreu junto com o aumento do volume de abates.
Entre janeiro e junho de 2026, foram abatidos 3,65 milhões de bovinos no Estado, alta de 3,58% em relação ao mesmo período de 2025. O crescimento foi impulsionado principalmente pelos machos, cujo volume de abate aumentou 13,05%, enquanto o envio de fêmeas aos frigoríficos recuou 4,26%, movimento associado à retenção de matrizes para recomposição e expansão do rebanho. Segundo o Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), a redução da idade de abate também contribui para avanços ambientais, pois ciclos produtivos mais curtos reduzem o período de permanência dos animais nas propriedades, melhoram a eficiência no uso dos recursos naturais e diminuem as emissões de gases de efeito estufa por quilograma de carne produzida, indicador de crescente relevância nos mercados internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.