21/Jul/2026
Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), o Brasil utilizou 78,87% da cota anual de exportação de carne bovina in natura destinada à China até o fim de junho de 2026. Ao todo, 872,25 mil toneladas da proteína brasileira foram desembaraçadas nos portos chineses no primeiro semestre, de um limite total de 1,106 milhão de toneladas estabelecido para o ano. Somente em junho, os desembaraços de carne bovina brasileira na China alcançaram 148,47 mil toneladas, mantendo o ritmo elevado dos embarques ao mercado asiático. O avanço acelerado das exportações no primeiro semestre levou entidades do setor produtivo a avaliar que a cota brasileira pode ter sido praticamente preenchida, considerando também os volumes que ainda estavam em trânsito marítimo.
A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) estima que o limite anual tenha sido atingido com os embarques realizados em junho, considerando o critério adotado pelas autoridades chinesas, que contabiliza as cargas desembaraçadas nos portos do país a partir de 1º de janeiro de 2026, incluindo produtos embarcados no fim de 2025. Caso o volume exportado ultrapasse o limite estabelecido, os excedentes estarão sujeitos a uma tarifa adicional de 55% no mercado chinês. A medida reduz a competitividade da carne bovina brasileira naquele destino até a renovação da cota prevista para 2027. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.