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16/Jul/2026

Boi: preços da carne recuam no atacado em julho

Em São Paulo, no atacado, os preços da carne bovina com osso e suína vêm registrando queda nesta parcial de julho, enquanto o valor do frango resfriado está em alta. A carcaça casada bovina acumula desvalorização de 2,04%, enquanto a carcaça especial suína recua 0,82%. O preço do frango resfriado registra aumento de 0,98%. O movimento de baixa das cotações das carnes bovina e suína reflete um mercado ainda marcado pelo consumo doméstico moderado na primeira quinzena de julho, período em que a reposição de estoques no atacado costuma ocorrer de forma mais cautelosa. No mercado bovino, a queda nos preços do boi gordo e a dificuldade de repasse dos preços ao varejo limitam as negociações. Ao mesmo tempo, a oferta mais restrita de bovino terminados e o bom desempenho das exportações ajudam a limitar desvalorizações mais intensas.

Quanto à carne suína, embora os embarques permaneçam aquecidos, a demanda doméstica ainda enfraquecida mantém as cotações sob pressão. O preço do frango, por sua vez, mantém um desempenho mais favorável. Essa proteína tem preço mais competitivo que o das outras carnes e, portanto, beneficia-se do movimento de substituição por parte dos consumidores, mantendo a demanda firme. A desvalorização da carcaça casada do boi em julho decorre, principalmente, da queda mais intensa nos valores do dianteiro e da ponta de agulha. O dianteiro tem desvalorização de 2,60% neste mês frente a junho, enquanto o preço da ponta de agulha cede 2,41%. O traseiro, por sua vez, apresenta desvalorização mais moderada, de 1,57%. No balanço do ano (de janeiro até 14 de julho), o comportamento dos cortes bovinos é distinto. Enquanto o preço do traseiro acumula queda de 2,31%, o dianteiro, a ponta de agulha e a carcaça casada bovina registram valorizações de 13,64%, 5,64% e 3,65%, respectivamente.

A perda de valor do traseiro neste período é um comportamento sazonal, associado à demanda mais enfraquecida pelos cortes de maior valor agregado. Com a aproximação do segundo semestre, especialmente em função do aumento esperado no consumo, a tendência é de fortalecimento relativo nos preços desse corte. Quanto às cotações das outras carnes, a carcaça especial suína acumula desvalorização de 24,13%, enquanto o frango resfriado registra queda de 2,29% na parcial deste ano. Para a segunda quinzena de julho, o comportamento das cotações da carne bovina dependerá principalmente da intensidade da demanda doméstica e do ritmo da oferta de bovinos para abate. Caso o consumo não apresente recuperação consistente, a tendência é de manutenção da pressão sobre os valores das carnes bovina e suína no atacado, enquanto o preço do frango pode continuar encontrando sustentação caso a procura permaneça aquecida. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.