08/Jul/2026
Após a forte desvalorização registrada na semana anterior, o mercado físico do boi gordo iniciou esta semana com estabilidade em São Paulo. Parte dos frigoríficos permanece fora das compras, enquanto as indústrias que estão negociando mantêm as mesmas indicações de preços do fechamento da semana anterior. A postura firme dos pecuaristas, que evitam negociar em valores inferiores, contribui para a manutenção das cotações. No Estado, o boi gordo está cotado a R$ 333,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 312,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 325,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 338,00 por arroba a prazo.
Embora parte da indústria já reduza o ritmo das compras diante da expectativa de desaceleração das exportações para a China a partir de agosto, os embarques brasileiros seguem aquecidos. Apesar do bom desempenho das exportações, os embarques brasileiros de carne bovina deverão perder ritmo no segundo semestre de 2026 em função do preenchimento antecipado da cota de importação da China. Na Bahia, o boi gordo está cotado a R$ 312,37 por arroba; em Goiás, a R$ 314,41 por arroba; em Mato Grosso do Sul, a R$ 329,02 por arroba; em Tocantins, a R$ 316,61 por arroba; em Mato Grosso, a R$ 319,00 por arroba; no Pará, a R$ 319,76 por arroba; e em Rondônia, a R$ 313,88 por arroba.
Em São Paulo, no atacado, a comercialização de carne bovina permanece lenta, refletindo a demanda moderada do varejo e o elevado nível dos estoques. A expectativa é de melhora no consumo ao longo desta primeira semana do mês em função do pagamento dos salários. Nos últimos sete dias, a carcaça casada do boi castrado registra recuo de 0,2%, para R$ 23,00 por Kg. A carcaça do boi inteiro tem baixa de 0,9%, para R$ 22,25 por Kg. A carcaça casada da vaca registra queda de 0,7%, para R$ 21,60 por Kg; e a carcaça da novilha também apresenta recuo de 0,7%, para R$ 22,00 por Kg.