08/Jul/2026
O Citi avalia que o segundo trimestre de 2026 apresentou desempenho positivo para as exportações brasileiras de carne bovina e carne de frango, enquanto o segmento de carne suína permaneceu com resultados mais fracos. A análise, baseada nos dados de exportação de junho, destaca a melhora dos spreads de exportação da carne bovina, sustentada pela valorização dos preços internacionais em decorrência da antecipação do preenchimento da cota de importação da China. A carne bovina foi o principal destaque entre as proteínas animais no segundo trimestre de 2026. Segundo o Citi, os volumes exportados cresceram 13,3% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto os preços em dólar avançaram 23,1% na mesma base de comparação. Esse desempenho é atribuído principalmente à antecipação das compras pela China, cuja cota de importação encontrava-se aproximadamente 99% preenchida em junho.
Para os próximos meses, o esgotamento da cota deverá exercer impacto relativamente limitado sobre o mercado doméstico brasileiro. No entanto, os exportadores tendem a enfrentar redução de rentabilidade, uma vez que os volumes excedentes poderão ser direcionados para mercados alternativos com preços inferiores aos praticados pelo mercado chinês. No segmento de carne de frango, destaque para recuperação expressiva das exportações no segundo trimestre, impulsionada principalmente por uma base de comparação reduzida após as restrições comerciais provocadas pela gripe aviária em 2025. Os volumes embarcados aumentaram 21,7% em relação ao segundo trimestre do ano anterior, enquanto os preços médios em dólar registraram valorização de 6,6%. Apesar desse desempenho, a receita em Reais foi pressionada pela valorização do real frente ao dólar.
A demanda internacional permanece consistente, enquanto os principais fatores que deverão influenciar as margens do setor nos próximos meses são os custos dos insumos, o comportamento do câmbio e a evolução da produção doméstica. A carne suína permaneceu como o segmento de menor desempenho entre as proteínas analisadas. Os volumes exportados cresceram 2,8% na comparação anual, porém os preços médios em dólar recuaram 2,8% no mesmo período. Como consequência, a receita em Reais apresentou queda de 11,6% em relação ao segundo trimestre de 2025. O processo de reversão do ciclo pecuário aliado à demanda doméstica enfraquecida continua limitando os resultados do setor, neutralizando os ganhos proporcionados pelo avanço moderado das exportações. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.