07/Jul/2026
Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne suína, incluindo produtos in natura e processados, somaram 132,4 mil toneladas em junho de 2026, queda de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 137,2 mil toneladas. A receita cambial no período foi de US$ 312,8 milhões, recuo de 8,4% na comparação anual. Entre os principais destinos, as Filipinas permaneceram na liderança, com 23,5 mil toneladas importadas, embora com retração de 30,4% frente a junho de 2025. Na sequência aparecem Japão, com 17,2 mil toneladas e alta de 33,8%; Chile, com 11,7 mil toneladas e avanço de 3,1%; China, com 11,4 mil toneladas e queda de 26,5%; Hong Kong, com 8 mil toneladas e alta de 1,4%; México, com 6,9 mil toneladas e recuo de 4,8%; Cingapura, com 5,9 mil toneladas e queda de 35,4%; Argentina, com 5,9 mil toneladas e alta de 46,5%; Vietnã, com 5,8 mil toneladas e aumento de 1,5%; e Uruguai, com 4,7 mil toneladas e retração de 3,3%.
Entre os Estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança com 65,2 mil toneladas, queda de 6,9% na comparação anual. Rio Grande do Sul registrou 31,4 mil toneladas, redução de 4,7%; Paraná exportou 20,7 mil toneladas, alta de 3,2%; Minas Gerais, 4,1 mil toneladas, crescimento de 26,3%; e Mato Grosso, 4 mil toneladas, aumento de 23,3%. Apesar do desempenho negativo em junho, o setor encerrou o primeiro semestre de 2026 com recorde histórico para o período. Os embarques totalizaram 794,2 mil toneladas entre janeiro e junho, avanço de 10% sobre igual intervalo de 2025. A receita acumulada somou US$ 1,859 bilhão, alta de 7,9% na comparação anual. O recuo mensal representa ajuste pontual, enquanto o desempenho semestral reforça a solidez das exportações brasileiras de carne suína, sustentadas pela ampliação da presença internacional, maior diversificação de mercados e redução da dependência de destinos específicos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.