06/Jul/2026
A fraca demanda da indústria frigorífica continua pressionando o mercado físico do boi gordo, resultando em novas quedas nas cotações. Em São Paulo, o boi gordo registra recuo de R$ 2,00 por arroba, para R$ 333,00 por arroba a prazo. Nos últimos sete dias, o preço acumula desvalorização de R$ 7,00 por arroba. Os frigoríficos seguem reduzindo os preços ofertados aos pecuaristas, mesmo em um cenário de oferta de bovinos sem excesso. A combinação entre demanda doméstica enfraquecida e perda de intensidade das exportações limita o poder de sustentação das cotações no mercado físico.
O mercado acompanha a divulgação dos dados consolidados das exportações brasileiras de carne bovina referentes a junho pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Até o momento, os embarques vinham sendo sustentados pelas compras da China dentro da cota de 1,1 milhão de toneladas. As perspectivas para os próximos meses indicam redução da demanda chinesa à medida que essa cota seja preenchida, expectativa prevista para ocorrer entre julho e agosto. O encerramento desse volume poderá pressionar as cotações do boi gordo por até três meses, uma vez que outros mercados importadores não apresentam capacidade para absorver volume equivalente ao destinado atualmente à China.
Esse cenário poderá elevar a disponibilidade de carne bovina no mercado interno. Em Mato Grosso do Sul, o boi gordo está cotado entre R$ 329,00 e R$ 330,00 por arroba a prazo. A demanda da indústria permanece enfraquecida, o volume de negócios segue reduzido e as incertezas em relação às exportações, somadas ao baixo escoamento da carne no mercado interno, continuam limitando a formação dos preços. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada de boi está cotada a R$ 24,01 por Kg e a carcaça casada de vaca, a R$ 22,22 por Kg.