06/Jul/2026
O avanço do preenchimento da cota brasileira para exportação de carne bovina à China deve impactar com mais intensidade cerca de 42 frigoríficos habilitados para o mercado chinês, segundo levantamento com base em dados da Administração-Geral de Aduanas da China (GACC). Essas unidades representam aproximadamente 67,7% do total de 62 plantas brasileiras autorizadas a exportar carne bovina para o país asiático e incluem principalmente frigoríficos regionais, cooperativas e empresas de menor porte. Segundo analistas de mercado, esse grupo tende a ter maior dependência da demanda chinesa e menor capacidade de redirecionar exportações para outros destinos.
Entre as empresas desse segmento estão unidades da Fortunceres, Prima Foods, Frigol, Naturafrig Alimentos, Frisa, Mercúrio Alimentos, Masterboi, Plena Alimentos e Vale Grande, com diferentes níveis de habilitação por planta industrial. O restante das plantas habilitadas é composto por grandes grupos do setor, como a JBS, com 18 unidades, a Minerva Foods, com 5, e a Marfrig Global Foods, com 2. Essas companhias concentram operações de maior escala e maior diversificação geográfica, o que reduz a dependência exclusiva do mercado chinês.
Analistas apontam que empresas com estrutura internacional conseguem redirecionar embarques com mais flexibilidade em caso de redução das compras da China, inclusive com operações em países como Uruguai, Argentina e Paraguai, que ainda possuem cotas disponíveis para exportação ao mercado chinês. No caso dos frigoríficos de menor porte, a avaliação é de que a limitação da demanda pode levar a ajustes operacionais, incluindo redução temporária de produção ou férias coletivas, diante do esgotamento das cotas e da menor rentabilidade no curto prazo. Fonte: CNN Brasil. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.