02/Jul/2026
O mercado físico do boi gordo permanece pressionado pela demanda reduzida dos frigoríficos, refletindo a expectativa de desaceleração dos embarques de carne bovina para a China em função do preenchimento da cota de importação de 1,1 milhão de toneladas com isenção tarifária. Diante desse cenário, as indústrias reduzem o ritmo de novos abates e, consequentemente, diminuem a procura por bovinos terminados. Em São Paulo, o boi gordo registra queda de R$ 3,00 por arroba, para R$ 337,00 por arroba a prazo. Desde o início desta semana, a cotação acumula retração de R$ 5,00 por arroba.
Em relação ao mesmo período do mês anterior, o boi gordo registra desvalorização próxima de 3%, passando de R$ 347,00 por arroba para R$ 337,00 por arroba. Apesar do cenário de pressão, o mercado acompanha a possibilidade de recuperação da demanda doméstica nos próximos dias. A realização do jogo da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo, no fim de semana, pode estimular o consumo de carne bovina em confraternizações, enquanto o início do calendário de pagamento de salários tende a fortalecer as vendas no varejo ao longo da próxima semana.
O mercado físico segue com baixa liquidez, com compradores e vendedores aguardando maior definição das condições de mercado. Nas demais regiões produtoras, observa-se estabilidade no Pará e no Paraná. Em contrapartida, há queda de R$ 5,00 por arroba em Goiás e Mato Grosso. De forma geral, as escalas de abate permanecem entre cinco e dez dias úteis. No Rio Grande do Sul, a menor oferta de bovinos terminados mantém os preços sustentados, com escalas variando entre dois e sete dias. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada de boi está cotada a R$ 24,15 por Kg, enquanto a carcaça casada de fêmea é negociada a R$ 22,33 por Kg.