01/Jul/2026
O mercado físico do boi gordo registra novas quedas nas cotações, refletindo a combinação entre demanda enfraquecida por carne bovina, ritmo lento de negócios e postura mais cautelosa dos frigoríficos nas aquisições. Com escalas de abate confortáveis, as indústrias compram apenas o volume necessário para manter a programação de abates, aumentando a pressão sobre os preços nas principais regiões pecuárias. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 340,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 315,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 327,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 345,00 por arroba a prazo.
Além da menor demanda pela carne bovina no mercado doméstico, frigoríficos habilitados à exportação para a China reduzem o ritmo das compras diante da expectativa de preenchimento da cota chinesa de importação isenta da tarifa adicional. Dados do Ministério do Comércio da China indicam que a utilização dessa cota já alcançava 65,4% ao final de maio, fator que eleva a cautela das indústrias voltadas ao mercado externo. O movimento de baixa também é observado em outras regiões produtoras. Em Mato Grosso do Sul, o boi gordo está cotado a R$ 335,00 por arroba; em Santa Catarina, a R$ 343,00 por arroba; em Rondônia, a R$ 322,00 por arroba; e em Tocantins, a R$ 325,00 por arroba.
A liquidez permanece baixa. Em diversas regiões, os frigoríficos optam por permanecer fora das compras aguardando novas definições do mercado, enquanto pecuaristas postergam negociações. Em São Paulo, no atacado, a menor demanda também pressiona os preços. O encerramento do mês de junho reduziu o ritmo das vendas no varejo, diminuindo os pedidos de reposição pelos distribuidores. Ao mesmo tempo, a maior disponibilidade de produto elevou os estoques nas câmaras frigoríficas. Nesse cenário, a carcaça casada do boi capão está cotada a R$ 23,05 por Kg e a do boi inteiro, a R$ 22,45 por Kg. Também foram registradas desvalorizações nas carcaças de vaca e novilha, além de quedas nas cotações da carne de frango e da carne suína.