29/Jun/2026
Os preços do boi gordo estão em queda na maior parte das regiões pecuárias do Brasil, em um cenário marcado por demanda interna ainda enfraquecida e ausência de reação consistente no consumo de carne bovina. A tendência para os próximos dias segue de pressão baixista, com frigoríficos adotando postura mais cautelosa na formação de preços e sem indicação de valores no mercado físico. A expectativa de melhora no consumo está concentrada no início do mês, período associado à entrada de renda na economia, o que pode estimular a reposição de estoques.
Até lá, a demanda tem sido parcialmente atendida pela maior procura por proteínas concorrentes, como carne suína e de frango, que apresentam preços mais competitivos ao consumidor final. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 342,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 318,00 por arroba a prazo; a novilha gorda a R$ 329,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 347,00 por arroba a prazo. Parte dos frigoríficos relata dificuldade em fechar novos acordos de exportação com a China no curto prazo, o que reduz a necessidade imediata de compras de bovinos para abate e contribui para a pressão sobre os preços.