29/Jun/2026
O Rio Grande do Sul avança na implementação da rastreabilidade individual de bovinos como estratégia para ampliar a competitividade da pecuária estadual. A iniciativa foi apresentada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A rastreabilidade é tratada como ferramenta para atender à crescente demanda de consumidores e compradores internacionais por informações detalhadas sobre a origem dos alimentos, além de critérios sanitários e ambientais. O sistema é visto como elemento estruturante para elevar o padrão de gestão dos rebanhos e ampliar a inserção da carne bovina gaúcha em mercados mais exigentes. A política estadual está alinhada às diretrizes do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em dezembro de 2024.
O programa prevê a identificação individual de todos os animais de forma gradual em nível nacional, com integração de sistemas de informação e conclusão prevista até dezembro de 2032, reforçando mecanismos de controle sanitário e rastreabilidade da origem. No âmbito estadual, o Rio Grande do Sul já desenvolve ações preparatórias há vários anos. Entre as iniciativas estão a adoção de rastreabilidade individual na cadeia leiteira desde 2017, a inclusão do tema entre projetos estratégicos em 2023, a criação de grupo de trabalho específico em 2024 e a realização de missões técnicas para análise de modelos internacionais, como o sistema uruguaio de identificação animal.
Também foram iniciados projetos-piloto de identificação individual de bovinos em propriedades públicas. Atualmente, a cadeia leiteira do Estado conta com cerca de 1,2 mil bovinos identificados individualmente, em fase inicial de expansão do sistema. A avaliação do governo estadual é de que a rastreabilidade deve ser tratada como oportunidade de agregação de valor, com potencial de aumento da competitividade, valorização da proteína animal e ampliação do acesso a mercados mais exigentes. A iniciativa envolve integração entre setor público, indústria e agentes de certificação, com participação de representantes da cadeia de carne e do setor de certificação em discussões técnicas sobre implementação e impactos operacionais do sistema. Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.