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25/Jun/2026

Boi: preços seguem pressionados pela demanda

O mercado físico do boi gordo permanece pressionado pela demanda mais fraca e pela atuação pontual dos frigoríficos na compra de bovinos terminados. Em diversas regiões pecuárias, as cotações seguem em trajetória de queda, refletindo o menor interesse das indústrias em recompor escalas de abate diante de uma oferta considerada suficiente para atender às necessidades de curto prazo. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 345,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 320,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 332,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 350,00 por arroba a prazo.

Já existem negócios realizados em São Paulo abaixo das referências, embora ainda sem volume suficiente para alterar os indicadores de mercado. Em Rondônia, o boi gordo está cotado a R$ 323,58 por arroba e em Tocantins, a R$ 328,56 por arroba. Há retração dos preços em Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Acre, evidenciando um movimento de enfraquecimento relativamente disseminado no mercado pecuário nacional. As perspectivas para o segundo semestre indicam um ambiente mais desafiador para a pecuária de corte. O Rabobank projeta redução do ritmo das exportações brasileiras de carne bovina para a China, principal destino do produto nacional.

A expectativa de preenchimento da cota chinesa de importação ainda em junho tende a provocar desaceleração significativa dos embarques ao longo do terceiro trimestre. Esse cenário pode limitar a demanda da indústria exportadora por bovinos terminados e influenciar negativamente a formação dos preços da arroba nos próximos meses. As iniciativas do governo brasileiro para ampliar o acesso da carne bovina ao mercado chinês dificilmente produzirão efeitos imediatos, mantendo a atenção dos agentes de mercado voltada ao comportamento das exportações e à evolução da demanda doméstica durante a segunda metade de 2026.