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25/Jun/2026

Boi: ritmo de exportação à China pressiona preços

Os preços do boi gordo estão em queda na parcial deste mês, mesmo em um ambiente internacional caracterizado por estoques globais de carne bovina nos menores níveis desde 2006 e por preços internacionais próximos das máximas históricas. De modo geral, as baixas estão relacionadas ao ritmo das exportações para a China. Segundo dados do governo chinês, o Brasil já cumpriu cerca de 65% da cota de vendas da carne bovina ao país asiático até maio. Assim, tudo indica que o Brasil deve cumprir a totalidade da cota até julho. Vale lembrar que o produto nacional pode levar até 60 dias para chegar à China. Desse modo, frigoríficos que exportam para a China estão diminuindo o ritmo de compras de animais para abate.

Além disso, o controle dos estoques internos chineses e uma postura mais cautelosa dos importadores reduziram a agressividade das compras no mercado internacional. Outro fator importante é a questão climática. As temperaturas mais baixas em regiões produtoras do Centro-Sul brasileiro, de modo geral, reduzem o desenvolvimento das forrageiras. Contudo, as condições de pastagem estão confortáveis neste ano, permitindo que muitos pecuaristas mantenham animais terminados no pasto disponíveis para comercialização. Dessa forma, a oferta está relativamente confortável em algumas praças pecuárias, impedindo movimentos de alta. Soma-se a esse fato a fase atual do ciclo pecuário, que ainda reflete os efeitos do elevado abate de fêmeas observado nos últimos anos.

Embora existam sinais de redução gradual dessa oferta mais elevada, o mercado ainda conta com disponibilidade de bovinos suficiente para atender à demanda dos frigoríficos, principalmente nas regiões com maior participação de confinamentos e sistemas intensivos de produção. O preço médio do boi gordo em São Paulo registra recuo de 2,63% na parcial deste mês. Vale lembrar que os preços estão na casa dos R$ 340,00 por arroba, o que não era observado desde o início de fevereiro deste ano. Porém, a média deste mês está em R$ 350,32 por arroba, pequeno avanço de 0,53% frente à média de maio (R$ 348,46 por arroba). O mercado pecuário segue apresentando baixa liquidez na maioria das regiões nesta segunda quinzena de junho. Há menor interesse tanto de compra quanto de venda, e os agentes têm postergado as negociações. As escalas de abate variam entre 4 e 11 dias. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.