25/Jun/2026
Em São Paulo, no atacado, o preço da carcaça especial suína está em queda na parcial deste mês, influenciado pelos estoques elevados da indústria. Porém, como os valores das duas principais concorrentes (carcaça casada bovina e frango resfriado) apresentam baixas ainda mais intensas, a carne suína vem perdendo competitividade frente a essas proteínas. A demanda por cortes suínos está elevada neste mês, principalmente por conta das festividades típicas deste período do ano e do clima mais frio em parte das regiões do País. Porém, uma vez que os estoques da indústria estão elevados, essa maior procura não se traduz em alta nos preços da carcaça especial suína.
Assim, o produto é negociado a R$ 8,58 por Kg em junho, baixa de 1,1% frente à média de maio. Em relação ao frango resfriado, as cotações estão em queda em junho devido à fraca demanda na ponta final. O produto é negociado à média de R$ 6,86 por Kg em junho, retração de fortes 4,9% em relação a maio. O valor da carcaça casada bovina registra baixa de 1,9% na parcial deste mês, com média de R$ 24,69 por Kg. Esse movimento, que vem sendo observado desde maio, é causado, de modo geral, pela menor demanda do consumidor final.
Nesse cenário, a carcaça suína vem perdendo competitividade frente às duas concorrentes na parcial de junho, interrompendo uma sequência de oito meses seguidos de ganhos em comparação com a carcaça bovina e de dois frente ao frango resfriado. Na parcial deste mês, o diferencial de preços entre a carcaça suína e o frango resfriado está em R$ 1,72 por Kg, alta de 18,1% frente a maio, enquanto a comparação entre a suína e a bovina registra queda de 2,4% na mesma comparação, chegando a R$ 16,11 por Kg. Vale ressaltar que, na relação com o frango, altas na diferença de cotações representam perda de competitividade para o suíno, enquanto na relação com o boi, são as baixas no diferencial que representam menor competitividade. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.