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19/Jun/2026

Boi: preços recuam com demanda enfraquecida

O mercado físico do boi gordo apresenta desvalorização em importantes regiões pecuárias do País, refletindo um ambiente de negociações lentas, demanda enfraquecida e maior cautela por parte dos frigoríficos. Apesar da ausência de pressão significativa de oferta, a dificuldade de escoamento da carne bovina e as incertezas relacionadas ao mercado externo levam compradores a reduzir o ritmo das aquisições e a buscar preços mais baixos para novas negociações.

Em São Paulo, os pecuaristas seguem retraídos, aguardando maior definição sobre o comportamento do mercado, enquanto os frigoríficos mantêm postura firme na tentativa de negociar em níveis inferiores. No Estado, o boi gordo está cotado agora a R$ 348,00 por arroba a prazo e o “boi China”, a R$ 353,00 por arroba a prazo. As cotações da vaca gorda e da novilha gorda permanecem estáveis em R$ 322,00 por arroba a prazo e R$ 335,00 por arroba a prazo, respectivamente. As escalas de abate atendem, em média, 8 dias. Os frigoríficos de maior porte estão reduzindo a intensidade das compras e passam a ofertar valores inferiores pelas boiadas terminadas.

O mesmo comportamento é observado em unidades menores, refletindo vendas de carne abaixo do esperado e a proximidade do preenchimento da cota chinesa de importação de carne bovina, fator que tem aumentado a cautela da indústria. Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado a R$ 323,00 por arroba; em Mato Grosso do Sul, a R$ 343,00 por arroba; em Mato Grosso, entre R$ 344,00 e R$ 345,00 por arroba; no Paraná, a R$ 340,00 por arroba; e no Pará, a R$ 353,00 por arroba. Apesar da pressão sobre os preços do boi gordo, as exportações brasileiras de carne bovina continuam apresentando desempenho robusto. Os embarques seguem absorvendo uma produção crescente de carne bovina.